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Carta Dom João Wilk

Caríssimos Irmãos e Irmãs do Cursilho de Cristandade da Diocese de Anápolis – GO.

Reverendíssimo Pe. Juvêncio José de Abade.

 

Decolores!

 

Hoje vocês celebram o Jubileu de Ouro do Movimento Cursilho de Cristandade atuante na Diocese de Anápolis desde 1968. Dois anos da fundação da Diocese, cujo cinquentenário celebramos solenemente há pouco, foi implantado este Movimento, que, graças a Deus, continua caminhando com todo vigor, cumprindo seus princípios.

O Cursilho é um dos mais expressivos frutos do Concílio Vaticano II, que focou na corresponsabilidade de todos, pastores, religiosos(as) e leigos na evangelização no mundo moderno. Todos juntos construímos a Igreja de Jesus Cristo.

Dom José Epaminondas, primeiro bispo da Diocese compreendeu, acolheu e introduziu, com não pequeno esforço, a ideia de participação dos leigos. Entre outros, implantou o Cursilho de Cristandade. A ideia foi continuada pelo Dom Manoel Pestana Filho e, agora, por mim como uma das prioridades da nossa ação pastoral.

Os tempos passam, os métodos mudam, mas as ideias permanecem. O lema do Cursilho: “Evangelizar os ambientes”, corresponde ao apelo da Conferência dos Bispos da América Latina e do Caribe realizada em Aparecida à expressão “Discípulos Missionários”. Recentemente, o Papa Francisco lançou à Igreja o desafio de ser “Igreja em saída”. A tudo isto corresponde o vosso lema: “Evangelizar os ambientes”. Significa primeiro ser evangelizado e depois ser fermento do Evangelho no ambiente em que se vive e em que se trabalha. Os leigos evangelizando os leigos. Não é mais a Igreja-templo lugar da evangelização e o clero responsável pela transmissão do Evangelho. Os leigos também, lá onde estão.

O vosso hino é: “Decolores”. O que de bom contêm este hino na sua melodia e nas suas palavras? A música desperta um enorme entusiasmo, faz vibrar a alma, esquenta o coração. As palavras dizem que a criação não é uma matéria monótona, mas derramamento do infinito amor de Deus. Que todos somos diferentes, como flores coloridas no jardim de Deus. Que todos temos carismas, cada um a seu modo e que é chamado a viver e fazer frutificar o seu carisma na sua vida e na missão que Deus lhe conferiu. São tantos métodos de evangelização. São tantos caminhos de se aproximar ao próximo, criar vínculos e arrastar à presença de Jesus Cristo. São tantos caminhos e modos para ser santo e viver a intimidade com Cristo na vida pessoal, familiar, profissional etc.

Caríssimos, a ideia do Cursilho é viva e atual. E eu repito o que São Paulo escreveu ao jovem Timóteo: “Fortificado pelas profecias, combate o nobre combate, com fé e boa consciência”.

Combater o nobre combate é conservar a chama do primeiro amor que é Jesus Cristo,  a sua Igreja, a salvação das almas. O primeiro amor – aquele entusiasmo que experimentamos por Jesus Cristo quando nos foi anunciado Jesus Cristo e a sua missão.

Continuem, caríssimos irmãos e Irmãs, neste nobre combate, sem se deixar desanimar pelas dificuldades de cada dia.

Uma palavra de reconhecimento e agradecimento quero dirigir à pessoa do Pe. Juvêncio José Abade. Ele acompanha o Cursilho desde início. O seu amor pela causa do movimento é grande. Não poupa o seu tempo nem sua saúde. Está sempre presente, alegre, brincalhão, vigilante. Deus lhe pague por tanto que já fez e está fazendo a favor da Igreja zelando pelo Cursilho.

Coragem, irmãos e irmãs. A messe é grande e vocês são os operários!

 

Com minha paterna bênção,

 

 

Dom João Wilk,

Bispo de Anápolis – GO

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